"Deambulando pela Recosta - parte I"

Os meus avós moravam ali próximo e por isso costumava ir andar de bicicleta para aquelas bandas. Mas havia algo intransponível naqueles domínios... A ponte...
Para o outro lado só passava quando ia com a minha mãe para Lisboa e não me atrevia a fazê-lo sozinha, é que o pessoal da Recosta tinha fama de não gostar de intrusos no seu território.
Anos mais tarde conheci muita gente que morava "do outro lado" e de quem me tornei muito amiga, entre os quais a P, o B, a A, o C, etc... Afinal eles não eram perigosos.
Passados muitos anos (mas são mesmo muitos...) voltei a sentir aquela sensação de angustia de quem quer, mas tem medo de passar para o outro lado, ora vejam...
será seguro passar por aqui? será que a Srª Anabela Mota e que o seu comparsa Emídio não sabem o estado em que está este mono, ai desculpem, esta ponte? Já agora, onde é que vai dar aquele fosso, que tem um portão que uns dias está aberto e outros não?
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Apitó Comboio